DIVINDADES
É muito vasta e muito rica a mitologia contida dentro da filosofia oriental. Mormente a indiana com todo o seu panteão de deuses, distribuídos por todas as esferas da terra, seja de forma sutil ou não e mesmo nas esferas elementais (terra, água, fogo, ar e éter), nas esferas elétricas, astrais, angelicais, celestiais indo até as profundezas do infinito, por certo chegando a lugares que nenhum ser humano possa imaginar existir. No que diz respeito a parte mais conhecida no âmbito terrestre deste panteão, vamos encontrar divindades ligadas à criação, à conservação, à destruição, ao bem, ao mal, à saúde, às doenças, ao amor, ao ódio, à alegria, à tristezas; Temos ainda divindades com aspectos sobre-humanos, sobre-naturais, com aspectos humanos, com aspectos animais, com aspectos elementais e toda uma gama de outros aspectos que vão desde parte homem parte animal, até seres de quatro braços, quatro pernas, oito braços, oito pernas, mil cabeças e assim por diante. Se para o acidental, no primeiro contato, possa parecer um pouco estranho, para o oriental tudo isso lhe é muito comum e familiar, já que convive com esta estrutura à milênios, e a mesma está amplamente incorporada no seu dia a dia, na sua vida, no seu processo social, no seu processo comportamental, na sua filosofia de vida, nas suas diversões, na sua religião e na sua própria existência. Nada mais comum para o oriental tudo aquilo que lhe ser familiar e até muito respeitado, muito querido.
Analisando mais profundamente tal situação, poderemos perceber que esta estrutura nascida e surgida de todo este panteão, tem uma sólida composição e irá determinar grande parte do comportamento ético, social e religioso especialmente dos hindus.